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A Disfagia na Doença de Alzheimer

Alzheimer
Fonte : Nutricia Advanced Medical Nutrition
A deterioração progressiva e irreversível de diversas funções cognitivas, associada à Doença de Alzheimer, pode provocar alterações a diversos níveis (sensoriais, saúde oral, gastrointestinal) e conduzir a problemas de paladar, de deglutição, a desorientações visuais e auditivas, à incapacidade de compreender e de expressar a palavra escrita ou falada.

A deglutição envolve a coordenação de músculos da boca, faringe, laringe e esófago e a sua função é transportar matéria da região oral até ao estômago. Quando esta sequência fica comprometida pode provocar distúrbios na ingestão segura e eficiente dos alimentos.

Com a progressão da Doença de Alzheimer, que conduz a limitações cognitivas e físicas, o paciente apresenta risco elevado de malnutrição e de desidratação. O paciente pode experimentar episódios de esquecimento, nos quais não se recorda da necessária ingestão de alimentos, podendo ainda apresentar dificuldades na deglutição.

Neste contexto, o paciente com Doença de Alzheimer pode manifestar uma perda de interesse na alimentação, sendo por isso necessária a monitorização frequente dos profissionais de saúde e dos cuidadores, com o objectivo de melhorar a ingestão alimentar, que contribui para a manutenção de um estado nutricional adequado.

A alimentação do idoso deve permitir um aporte energético e proteico adequado, através de alimentos variados, com elevados teor em vitaminas, minerais e fibra alimentar.

Eis algumas recomendações:

• O paciente deve dispor de tempo suficiente para realizar a sua refeição;

• Os intervalos entre as refeições devem ser curtos e regulares;

• Investir na apresentação visual das refeições;

• Evitar temperos fortes ou molhos picantes;

• Apostar no espessamento de produtos alimentares líquidos, para que estes sejam fáceis e seguros de ser deglutidos pelo paciente com disfagia;

• Promover a hidratação do paciente;

• Verificar a temperatura da comida pois o paciente pode não conseguir verificar se aquela está demasiado quente para se ingerida;

• Evitar loiça com padrão que confunda o paciente, a ponto deste não distinguir os alimentos presentes no prato;

• Minimizar as distracções durante as refeições;

• Transformar a refeição numa actividade familiar.

Em suma, o paciente com Doença de Alzheimer deve seguir uma alimentação completa, variada e moderada, capaz de maximizar as suas funções orgânicas vitais e de contribuir para a estabilidade do seu perfil nutricional.