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APOFEN apoia doentes com Fenilcetonúria e outras doenças metabólicas

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Arq. Rui Barros
Presidente da APOFEN
A Associação Portuguesa de Fenilcetonúria e outras doenças metabólicas (APOFEN) foi criada por um grupo de pais de doentes em 1993. Aquando da sua criação, o grupo contou com o apoio do corpo clínico do Instituto de Genética Médica Jacinto Magalhães.

A APOFEN é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) que luta pela melhoria das condições de vida dos doentes que sofrem de fenilcetonúria e de outras doenças metabólicas relacionadas com o metabolismo das proteínas.

O Arq. Rui Barros, presidente da APOFEN, recua no tempo e lembra que, «antes de ser fundada a APOFEN,

foi criado em 1979, o Programa de Diagnóstico Precoce para o hipotiroidismo e fenilcetonúria, que pretendia acima de tudo diagnosticar estas patologias». A partir desse momento começaram a ser detectadas algumas crianças com hipotiroidismo e fenilcetonúria.

Para tentar resolver o problema foram desenvolvidas diversas iniciativas que «pretendiam ajudar a variar a dieta dos doentes. De forma efectiva era necessário encontrar alternativas viáveis na alimentação, para além da ingestão de fruta e legumes».

«O Dr. Rui Vaz Osório, director do Instituto de Genética, soube da existência de produtos hipoproteicos noutros países e resolveu encomendar os referidos produtos para Portugal. A partir dessa altura tivemos a importação de alguns alimentos que vieram proporcionar uma maior variedade na dieta dos doentes», recorda. A APOFEN tomando conhecimento da existência de outras doenças hereditárias do metabolismo (acidúria isovalérica, leucinose, tirosinemia I, entre outras), com igual tratamento ao da fenilcetónúria (dieta hipoproteica) considerou a hipótese de integrar estas doenças no âmbito dos seus propósitos de trabalho.