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População portuguesa com mais de 65 anos está malnutrida

No âmbito do Dia Mundial da Alimentação, que se assinalou no passado dia 16 de Outubro, foram divulgados os resultados do estudo nacional sobre malnutrição (NutriAction 2010), que fez um balanço dos últimos três anos. Os dados foram obtidos através de um rastreio nutricional em farmácias, hospitais e instituições de 3ª idade que, revelam que os idosos portugueses, com mais de 65 anos, estão desnutridos.

A população com mais de 65 anos está malnutrida, dado que as alterações metabólicas e fisiológicas, associadas ao processo de envelhecimento, tornam a população idosa mais susceptível a carências nutricionais. Esta foi uma das principais conclusões do estudo nacional NutriAction. Aliás, a Organização Mundial de Saúde (OMS) observa que a desnutrição proteico-energética é um problema grave nas pessoas idosas. A malnutrição afecta, actualmente, a nível europeu, mais de 30 milhões de pessoas e tem um custo estimado de 170 mil milhões de euros por ano.

A Dr.ª Rosa Pena, da Nutricia Advanced Medical Nutrition, referiu que os objectivos, a nível europeu, entre 2009 e 2013, passam pela «avaliação do risco nutricional obrigatório na admissão hospitalar dos indivíduos e pela constituição de equipas multidisciplinares que acompanhem os doentes desde a sua admissão até ao momento da alta hospitalar». A nutrição é uma necessidade básica e «em Portugal a intervenção nutricional deveria ser comparticipada para todos os doentes desnutridos ou em risco de desnutrição».

APD defende implementação de medidas de combate à desnutrição da nossa população

Segundo a Dr.ª Graça Raimundo, presidente da Associação Portuguesa de Dietistas, a malnutrição acarreta várias consequências para o idoso, « ao nível do estado imunitário, como no aumento de infecções e problemas ao nível da função respiratória e degredação de massa muscular, tendo como consequência o aumento de dias de internamento e consumo de fármacos». A esta situação de carência nutricional está, obviamente, associada a diminuição da qualidade de vida dos idosos, aumentando o risco de morbilidade e mortalidade dos mesmos.

Isto acontece porque, provavelmente, «as estratégias ainda não foram devidamente accionadas». Conforme as recomendações do Conselho Europeu, «quer a nível hospitalar, quer nos cuidados de saúde primários, todos os idosos devem ser submetidos a um rastreio nutricional». A solução para combater esta realidade passa por «trazer o problema para a opinião pública», de forma a sensibilizar todos os que, directa ou indirectamente, lidam com esta problemática. «É necessário que a nutrição seja encarada como uma prioridade política, como um problema de saúde pública, a precisar urgentemente de um plano nacional de prevenção», sublinha a Dr.ª Graça Raimundo.

A APD lamenta que o acesso aos suplementos alimentares não tenha evoluído. A associação sente a dificuldade dos dietistas, na prevenção e no combate à desnutrição na comunidade, acreditando ser necessário um «plano nacional contra a desnutrição», para que sejam accionadas estratégias efectivas de combate.

Contacte-nos para saber mais informações.

O Papel da ADP & NutriAction2010
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ENHA. Dra. Rosa Pena (NUTRICIA)
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