Saúde Europeia motiva publicação com chancela da OCDE e da Comissão Europeia
O estado da saúde melhorou drasticamente nos países europeus, embora persistam grandes diferenças entre eles, no que respeita às condições de acesso ao sistema de saúde. Esta é uma das conclusões da primeira edição de Health at a Glance: Europe, publicação da autoria da OCDE e da Comissão Europeia, que aborda 42 indicadores de saúde e de sistemas de saúde vigentes em 31 países europeus, designadamente nos 27 Estados-Membros da União Europeia (UE), na Islândia, Noruega, Suíça e Turquia.Eis algumas das principais conclusões apresentadas na publicação Health at a Glance: Europe:
• A esperança de vida à nascença nos países da UE aumentou seis anos desde 1980, alcançando 78 anos em 2007. Em média, nos 27 países da UE, a esperança de vida à nascença no período de 2005-2007 era de 74,3 anos para os homens e de 80,8 anos para as mulheres.
• De 2005 a 2007, a esperança de vida saudável, que se traduz pela capacidade de efectuar actividades do dia-a-dia sem limitações de uma patologia associada, era em média, de 61,3 anos para as mulheres e de 60,1 anos para os homens na União Europeia.
• Muitos países da UE alcançaram um progresso assinalável na redução do consumo de tabaco, embora este ainda seja uma das principais causas de morte precoce.
• O consumo de álcool diminuiu igualmente em muitos países europeus e as limitações na publicidade, restrições das vendas e tributação revelaram-se medidas eficazes para reduzir o seu consumo.
• Mais de metade da população adulta total da União Europeia encontra-se com excesso de peso ou obesidade. Esta é uma situação real em 15 dos 27 países da UE. Efectivamente, a taxa da obesidade aumentou, nos últimos 20 anos, mais do dobro na maioria dos países da UE para os quais existem dados disponíveis.
• Nos últimos 20 anos o nº de indivíduos com obesidade, duplicou em média, na maioria dos países europeus.
• A obesidade, por si só, ou em associação com outras doenças crónicas, implica custos significativos ao nível dos cuidados de saúde.
• No que aos profissionais de saúde diz respeito, em quase todos os países, o equilíbrio entre clínicos gerais e especialistas alterou-se durante as últimas décadas, com o número de especialistas a crescer muito mais rapidamente. Consequentemente, existe maior nº de médicos especialistas que clínicos gerais em todos os países, excepto na Roménia e em Portugal.
• Desde 2000, o número de profissionais de enfermagem per capita aumentou em todos os países europeus, excepto na Lituânia e na República Eslovaca. O aumento foi particularmente significativo em Portugal, Espanha, França e Suíça.
• Os custos de saúde aumentaram em quase todos os países europeus, numa taxa mais rápida que o crescimento económico, fazendo com que uma parte significativa do PIB seja atribuída à saúde.
• Os sistemas de saúde são às vezes criticados por serem excessivamente concentrados no tratamento da doença e não na prevenção da mesma. Em média, nos países da UE, apenas cerca de 3 % das actuais despesas de saúde são gastos em programas de prevenção e de saúde pública.
Para mais informações, consultar gratuitamente e em linha a publicação Health at a Glance: Europe.


